sexta-feira, 22 de agosto de 2025

 

Vento de Esperança

O mundo rugindo, furioso,

Carrega em si o peso da dor,

Dentro de cada ser, uma tempestade,

Violência, medo e rancor.

Nas ruas, nos lares, nos silêncios abafados,

A cada canto, a fúria se acende,

Homens e mulheres se perdem em si mesmos,

E as crianças, com olhos tristes, ainda aguardam.

O que se perdeu?

O que restou de humanidade?

Tantas mãos levantadas, mas poucas para amar,

Somos todos um grão de areia, frágil e passageiro,

E amanhã, quem seremos, se a raiva não cessar?

A arrogância é o manto que muitos vestem,

Esquecem que viemos nus, e nus, partiremos,

Mas no fundo da alma, no fundo da dor,

É o amor que deve ser a razão de tudo, o que devemos carregar.

É ele que apaga o fogo da fúria,

Que renova os corações cansados,

Afinal, tudo passa, até o mais forte dos ventos,

E só o amor, eterno e imortal, será o que restará.

CONCEIÇÃO PEARCE

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