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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

                             
                                             AÇOITE

Mãos que com rigidez disfere golpes em sua vitima,
Que inerte silenciada se deixa chicotear.
Cumpre o mando de alguém que taciturno na sombra tenta se ocultar,
O que sucede na cabeça do algoz que por pequena soma abate sua vitima.
Com movimentos cadenciados arranca-lhe a pele e faz o sangue rubro jorrar.
Açoita sem piedade.
Não cumpre um comando, mas reveste-se do próprio algoz ,quando os músculos dos movimentos compassados fremiram seus braços, estará satisfeito pelo encerramento do seu ato?
Ou contempla sua vitima onde derramou sua fúria se sentido derrotado, por ter sido um instrumento empregado por mãos covardes.

Conceição Pearce

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

   
LIVRE VONTADE 

Quantos compromissos são assumidos em nome da liberdade,
E onde estar à liberdade ?

Se o compromisso atrelou 

A um sistema de ideias.

Ou foi ao meu EU? 

Que submergiu, 

Envolveu 

Prendeu-se, 

E onde estar você? 

Onde fiquei 

No meio do caminho 

O conflito de ideias,

A liberdade à medida que trava longas batalhas no interior  engaiola-se.

Conceição Pearce


DUAS VIAS
O vento do decorrer dos anos
Sopra no meu rosto deixando suas marcas
Verdadeiros sulcos talhados pelas emoções vividas.
Mas nem uma delas é tão profunda quanto as que escavam
 o coração, lugar que ninguém pode ver.  
Ricocheteia sempre ao passar dos anos, quando a brisa suave sopra sobre o corpo nu.
Mergulhando o pensamento nas emoções que o entalhara, revivendo na reflexão o que outrora suscitou a ulceração.

Conceição Pearce