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terça-feira, 19 de junho de 2012


AMOR COM LIBERDADE

Permito-me sentir dor e me despir da alegria
Permito-me desmoronar nos meus abismos e me despir da fortaleza
Permito-me chorar, pois meu riso não é constante
Permito-me expressar o que sinto, sem mentir para mim mesma
Permito-te me conhecer, para que me ames como sou sem disfarces.
À medida que me contemplas eu amadureço,
Obtendo registros de experiências
Serás capaz de se decidir
Fazendo do amor a elevação da vida minimizando a luta
Sem censura
Ou desistindo de mim.

CONCEIÇÃO PEARCE

segunda-feira, 18 de junho de 2012



QUIMERA

Quantos sinais que estão ali
Diante do nariz
Ao alcance da sensibilidade
Da mente aguçada
As emoções se confundem
Só depois de ter vivido
Lembramos que repetimos mesmos erros
É tão difícil aprender com eles
Chegamos ao extremo da dor nos relacionamentos
E mesmo assim apostamos neles
Sem analisar o que de fato queremos
O vinculo cega
Confundimos com amor
Onde havia atração se diluiu no desentendimento
Perdeu-se a consciência do real sentimento
Criando-se expectativas movidas pelo envolvimento
O fascínio ainda arrasta
Linha tênue entre a realidade e a ilusão.

Conceição Pearce 


sábado, 2 de junho de 2012



AFEIÇÃO

A gente se acostuma
Com o abraço
Distância
Os laços
O abraço que não foi concedido
A distância que não permite olhar
Laços que se desfazem
Pelos dias não vividos lado a lado
Passo a entender que mesmo só faço parte de você
Posso até me habituar com sua ausência
Mas o corpo não esquece
Os registros ficaram na alma
A lembrança nos trai
Pensamos em quem amamos
Permanecemos próximos
Mesmo que a vida siga seu curso
O tempo valida amor



CONCEIÇÃO PEARCE

sexta-feira, 1 de junho de 2012



LAMENTO

Ato covarde
Dispara ação inconsequente
Para calar aquele que incomoda
A ponto de silenciar para sempre
Vida que não suporta crítica nem questionamentos
Forma atroz de resolver contradição
Espaço do diálogo sendo excluído
Vidas sendo ceifadas
Diretos humanos feridos
Dura realidade que permeia a sociedade
Onde a lei se perdeu no vazio
O silêncio e a impunidade prevalecem

CONCEIÇÃO PEARCE